24 set Newsletter 5
São Paulo, segunda-feira 12 de agosto de 2024, sexta-feira, 9h36
Fui pegar um cafezinho agora para sentar para trabalhar e resolvi estrear uma xícara nova que ganhei da minha mãe.
Na hora que peguei a xícara me liguei que eram várias ovelhinhas e lembrei do ensinamento da ovelha negra da família.
(Meus pais estão de mudança e ganhei muita coisa. Foi uma surpresa, porque não vi em detalhes tudo que ganhei).
Não sei se você já me ouviu falar da ovelha negra, mas quando eu ensinava sobre constelação familiar, costumava trazer bastante este tema no meu perfil.
Basicamente a ovelha negra é aquela pessoa que esta buscando um caminho de solução para toda a árvore genealógica da família. Ela percebe que existe um padrão de dor e uma repetição de erros, e quer fazer diferente do que seus antepassados fizeram.
Muitas vezes já temos a consciência do padrão, outras vezes precisa vir alguém de fora e nos ensinar.
Repetimos as escolhas porque temos um modelo relacional gravado em nós.
Você passou 9 meses na barriga da sua mãe. Ela foi a sua primeira morada, te alimentou e teve que cuidar de você. A relação dela com as pessoas a sua volta, seu pai, avós, seus irmãos, foi o que você observou e aprendeu.
Para quem tem filho é muito nítido perceber como aprendemos por repetição. O Rodrigo fala algo, Marco repete e Theo repete o Marco. Igual efeito cascata.
Se o Rodrigo me tratasse mal, como os nossos filhos iriam aprender que as mulheres devem ser tratadas?
Provavelmente mal até que eles decidissem fazer diferente.
Eu estava gravando um vídeo para o desafio da paixão que vou começar a vender em breve e para isto comecei a estudar ainda mais para montar as melhores aulas para vocês.
Aproveitei que adoro ler e comprei um novo título chamado Matrimônio dos Santos.
Porque estou buscando nos Matrimônios bem-sucedidos dos Santos uma referência?
Porque nem sempre nossos pais serão a referência para nós. Meus pais são bem-casados, mas com certeza podemos evoluir para além do relacionamento deles.
Não somos determinados pelo passado. Ele é só um ponto de partida. E é ai que as ovelhas negras entram.
Elas percebem que poderiam ser diferentes. Que podem se desenvolver. Esta é a beleza de ser humano.
O ponto chave da transformação é não se achar superior, mas entender que cada um só é capaz de dar aquilo que aprendeu.
E precisamos aprender de novas fontes.
Você está buscando ser uma ovelha negra ou vai se contentar em repetir os padrões?
Se puder, me responda este e-mail me contando o que mais está buscando aprender, que padrões quer mudar?
Conte comigo.
Beijos,
Natália
AMDG 10h03